18/02/2007

Dualidade(s) 1

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http://www.olhares.com/a_cela/foto840099.html

desprendo-me desta farsa feita história
que artificial se desenrola numa arena
de dúvidas e hesitações
retiro o lenço que limpou suores
e solto a satisfação do sorriso matutino
que projecta no sol aprazimento e perspicácia
de loucuras adiadas

afinal sempre quis
que fosse ou não
sem sombras nem decadências
as figuras que se destacam no fundo de mim
que me impelem na hora de avançar
rumo ao mistério da leveza
insubsistente e frívola
aponho adereços de vidro
numa transparência irredutível de chamas
acesas e extintas
vertigens e suspiros soltam o derradeiro fôlego
e uma ferida dissipa-se para abrir caminhos
inéditos e selvagens


3 comentários:

-pirata-vermelho- disse...

derradeiro?
num verso tão inteiro?

Irene disse...

... de contrastes feito
de paradoxo e de jeito...

-pirata-vermelho- disse...

então, aceito!
o paradoxo tão a jeito...