01/11/2008

Destruir depois de ler



Diria uma paródia da sociedade actual (americana e não só) que oscila entre a ironia e o absurdo quer das relações interpessoais, despojadas de sentimento e fruto de meras circunstâncias, quer da paranóia criada por temores infundados de qualquer potencial trama de espionagem, culminando com o objectivo alcançado por Frances McDormand, na personagem de uma empregada de um ginásio que sonha recuperar a silhueta esbelta de há vinte anos atrás, através de cirurgia plástica.
A sequência de situações, que parecem deslizar entre si e precipitam os acontecimentos, impregnadas de um humor subtil ou de um cómico evidente, permanecem na retina por algum tempo e fazem uma viagem no cérebro proporcionando perspectivas diferentes sobre a banalidade de uma rotina interiorizada.
Sem termos de comparação com outros filmes realizados pelos irmãos Coen, este, provocou-me o riso, o sorriso e a boa disposição, mas também apreensão, pois, na sala de cinema cheia havia meia dúzia de pessoas com estes sintomas! Ora, das duas uma: ou ando a exagerar no riso, ou os outros andam deprimidos!

6 comentários:

jg disse...

A ilação final é mt interessante!!!

Irene disse...

e preocupante jg!

Paulo Cunha Porto disse...

Querida Irene,
conheço o trabalho anterior dos manos, mas não este. Pelo que Lhe fico agradecidíssimo pela dica, até porque o estudo da sociedade americana me ocupa algum tempo.
Quanto à discrepância reactiva, são os que não conseguem rir que se devem preocupar, porque o riso, desde que não vise o mal alheio, é a melhor forma de nos aguentarmos, com uns restos de sanidade mental.
Beijinho

Tiago R Cardoso disse...

estou bastante interessado em ver este filme...

Irene disse...

paulo
com efeito, o riso é a melhor terapia e não é por acaso que o sentido de humor com presença de espírito e inteligência é uma qualidade incontornável em qualquer ser humano.
Bom fim-de-semana

Irene disse...

tiago
é um filme interessante, vais ver que não d´s por perdido o tempo (nem o dinheiro)