sinais construídos de indícios e demónios concebidos de pasmada erudição
em seiva renasço
em verso
SEM LIMITES, SEM FRONTEIRAS, SEM TEMPO, SEM ESPAÇO, SEM COR, SEM NACIONALIDADE, SEM SEM SEM...

Para os interessados que leram a postagem anterior:


Na divulgação, a frase «Cinema... sem pipocas, no Teatro de Vila Real» cativou-me de imediato. E paguei cinco euros para ver este filme de Todd Field, do qual já tinha ouvido excelentes críticas.
Dinheiro mais bem empregue!!!
No pequeno auditório, recordei-me dos tempos idos do Quarteto, em Lisboa.
E o filme é, sem dúvida nenhuma, o meu género: desenrola-se sob uma densidade oculta por uma vida rotineira e desinteressante, as frustrações, os desejos, o desistir dos sonhos; o acordar num tempo qualquer e dar-se conta... e querer mudar; e ficar...
A última mensagem do narrador: ninguém pode mudar o passado; mas o futuro pode-se a qualquer altura e em qualquer lugar...

Numa encenação de João Brites, o Bando dá voz e corpo às palavras cheias de força do conto de Miguel Torga: Alma Grande, a figura do Abafador que se ocupava a abreviar o sofrimento numa primitiva eutanásia necessária à manutenção da dignidade da vida. O contraste da luz e da sombra que vai desfilando ante os olhos do espectador anestesia os sentidos e acorda a irrefutabilidade da inevitável morte.





Muita imaginação!!! Até no pormenor do preço! 
Em que estaria a pensar o(a) autor(a) desta frase?!
