10/05/2007

interrogações que tiram o sono...

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??? em tom convicto ouvi: «és profundamente espiritual ! » ???

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04/05/2007

No fundo do mar...

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Fotos da autoria de P. E. - cópia proibida...

É o mais novo. Sempre aventureiro e destemido. Estas fotos foram tiradas por ele durante mais um mergulho, desta vez, no fundo do mar, em Sesimbra... Lindas imagens!!!
«Bigada mano»

Palavra(s) salgada(s) 3

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é certa a dúvida perpétua de riquezas simbólicas

desnuda-se em ambiguidades
e fracciona-se em significações afadigadas

e a palavra reaparece
entre loucuras chegadas de longínquos destinos
sucumbe aos sons
amadurece afectuosamente e sorri
para o mundo
que a reconhece

palavra que grita ferindo silêncios torturados
impondo universos levianos
de cabelos repousados em olhares adormecidos

Palavra(s) salgada(s) 2

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com sabor a mel e sal
a palavra desliza por mim
descama almas e essências
quando

aromas de sílabas tónicas ou átonas de risos e lágrimas
soltam-se, expulsam-me, dizem-se
abrem-se, fecham-se
engolem-me

cegas embatem no casco do navio que se afunda
o mar recebe-o no seu ventre
e imagina-se mãe que,
num movimento inverso,
impede a gestação

03/05/2007

Palavra(s) salgada(s) 1

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Não sei porque escreves...

por que respiras palavras
e por que as provocas
por quem as sentes
ou por quem as apagas
risco-as e sopro-lhes
esvoaçam leves e compactas

mancham o branco esquecido
com nódoas doridas
em páginas amarelecidas
fulgurantes correm
numa libertinagem infrene
generosas oferecem ternuras
e amam intensamente
suaves sensuais submersas
sensitivas saudosas sarcásticas
elegem-te e cingem-te
excessivas ou sóbrias
fascinam-me


01/05/2007

30/04/2007

Pérola(s) só

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derreto-me em diamantes raros
vindos de quentes terras negras
dissolvo-me em pérolas perfeitas e delicadas
recolhidas em tranquilos mares transparentes
rolam ligeiras na pele
crestada pela lua - do outro lado do sol -
transformam-se em rosas
vermelhas de lágrimas doridas

mas não basta
o mundo não é meu
e abro mão de horizontes
e
de malhas tecidas de gestos
de sentidos perdidos e achados

Sombra(s) 3

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Foto de Zeduardo em http://www.1000imagens.com/

irreversível
omito-me
pelas penumbras da paixão
e da subversão idiota de postais
que chegam de lugar nenhum
com sombras de menina
que deixou de ser
mas parece

mulher que baloiça
na certeza de amar
escoa-se
por fendas estreitas e olhares desatentos
por corações ausentes e portas prudentes
ignora e transpõe
extremos que imploram
remanescentes


Sombra(s) 2

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Imagem: http://www.photo.net/

enrolo-me em sombras
ogivais e transitórias
expostas
ao olhar descuidado, fatais

da mão espalho a quietação
de dedos rigídos e inertes
e do gesto
interrompo o sentido

para o templo recuo
e de costas voltadas
solto génios que trauteiam o teu passo

incauta avanço
em contínua transgressão
de limites de céus e de mares

29/04/2007

Quem / o que nos passa ao lado ?

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imagem: http://www.akvarelbilleder.dk/Malerier.htm

Li com alguma apreensão este artigo que suscitará questões a nível mais, ou menos, profundo, conforme a nossa apetência para reflectirmos sobre o que se passa à nossa volta.
Haverá, provavelmente uma, ou mais, explicações lógicas, e até credíveis, que sustentem este estranho acontecimento que põe em causa o comportamento humano e a percepção do mundo que o rodeia.

Conheço pouco, mas o suficiente para dizer que gosto de Joshua Bell. Também eu me interrogo qual seria a minha reacção naquela estação de metro... Quero acreditar que seria uma criança e por uma razão particularmente especial: o meu pai tocou violino durante a sua juventude e nunca o ouvi tocar, pois, devido a um infortúnio na família, pôs de lado um dos seus prazeres da vida: a música. Quem teve oportunidade de o ouvir diz que tocava bem... e sinto saudades de o ouvir.
Perdemos a capacidade de apreciar a beleza, como diz John Lane no artigo, ou a sensibilidade de a reconhecer?!
A vida actual encarcera-nos num autismo a que nos submetemos dócil e resignadamente. Tudo nos passa ao lado ou nós passamos ao lado da vida, da sua essência, do que realmente interessa?!


Sombra(s) 1

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Foto tirada pela minha amiga O. em S. Cristóvão em Abril de 2007


solidões cruzadas de ventos
de ariscos lamentos reais

soltas e remendadas
as palavras na pedra riscam
limites de mim
abrigada
nas sombras de nuvens desenhadas
e de terra projectadas
em azuis e verdes e brancos
rodopiam em milímetros
dum deserto rejeitado
apaziguadas em ti retidas

27/04/2007

A língua que faz sorrir

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Enquanto atravesso o deserto e as palavras se recusam a atormentar-me, vou invadindo este espaço com algumas «brincadeiras» porque brincar também é preciso!
Publico novamente um texto que recebi por e-mail.
Mais um admirável exercício sobre a riqueza da língua portuguesa:


POEMA GENIAL

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

A leitura deste poema encerra outra completamente diferente, oculta à primeira vista; ora tente ler do fim para o princípio...

Agradeço ao João o envio do texto.

26/04/2007

Surpresa!

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Após ter recebido por e-mail o episódio cómico que transcrevo em baixo, decidi efectuar uma pequena pesquisa no google sobre a personalidade em questão:
«Rui Barbosa foi, sem dúvida, um dos mais importantes personagens da História do Brasil. Rui era dotado não apenas de inteligência privilegiada, mas também de grande capacidade de trabalho. Essas duas características permi­tiram-lhe deixar marcas profundas em várias áreas de actividade profissional nos campos do direito - seja como advogado, seja como jurista - do jornalismo, da diplomacia e da política. (...)» VivaBrazil
EU LEVO OU DEIXO?
Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.
Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo acto vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.
Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada. E o ladrão, confuso, diz:
- Dotô, eu levo ou deixo os pato?"
A comunicação é indispensável no nosso quotidiano e processa-se em circunstâncias variadas. Existem inúmeros factores que condicionam a efectiva transmissão da mensagem e que dão azo a equívocos, por vezes, até irresolúveis.
Não responder ou não reagir de acordo com as expectativas do outro pode, no entanto, ser uma solução para situações incomódas. (?)
Obrigada pelo mail Eric

23/04/2007

Exemplos: bons ou maus?!

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Acerca de Churchill sempre se ouviu falar sobre a sua presença de espírito...
Recebi do vício este mail que não resisto a publicar:


Quando CHURCHILL completou os 80 anos um repórter de menos de 30 foi fotografá-lo e disse:
- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.
Resposta de Churchill:
- Por que não? Você parece-me bastante saudável.

Telegramas trocados entre Bernard Shaw e Churchill
Convite de Bernard Shaw a Churchill:
"Tenho o prazer e a honra de convidar Sua Excelência Primeiro-Ministro para apresentação da minha peça "Pigmaleão". Venha e traga um amigo, se tiver." Bernard Shaw
Resposta de Churchill a Bernard Shaw:
”Agradeço ilustre escritor honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer à primeira apresentação. Irei à segunda, se houver." Winston Churchill.


Debate no Parlamento inglês.
Aconteceu num dos discursos de Churchill, quando foi interrompido por uma deputada da oposição.
Ora, todos sabiam que Churchill não gostava de ser interrompido... Mas foi dada a palavra à deputada e ela disse, alto e bom som:
-"Sr. Ministro, se V. Exª. fosse o meu marido, punha-lhe veneno no chá!"
Churchill, com muita calma, tirou os óculos e, depois de uns minutos de silêncio em que todos estavam suspensos pela resposta, exclamou:
-"E se eu fosse o seu marido, tomava-o."


Quantas vezes, no nosso dia-a-dia, precisamos de ter a resposta na ponta da língua para desarmar os adversários instantaneamente e ficamos paralisados pela inércia do pensamento que teima em alhear-se por momentos!!!
Posteriormente, quando reflectimos sobre a situação ou a partilhamos com alguém, comentamos: «devia ter dito isto ou aquilo» mas já perdemos a oportunidade!

22/04/2007

(In)suspeição 3

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http://www.olhares.com/fallen/foto684659.html


sinais construídos de indícios e demónios concebidos de pasmada erudição
em matizes inexoráveis de suspeitas e de vestígios
determinam
cansaços humilhados e destronados
e dormentes e latentes rastos de sombras de verão
quem adormece no hemisfério de mármore?
se crivada de rugas profundas suspiro em alvoradas?

cómoda e parcelar gotejo palavras
que adejam à solta por jardins férteis de ternuras nunca esmorecidas
de frutos despida porque sem face me deito na terra mundana
de todos visível e distante golpeio promessas
em seiva renasço
em verso

18/04/2007

Give me five...


Agradeço ao Vício ter elegido o meu blogue um dos seus five...

Now, it's my turn:

And the winners are:

Adesenhar

Amanh'ser

Charlas

Poder de encaixe

Pensamento pró-fundo


P. S. - pois... com a emoção esqueci-me de explicar: É suposto os eleitos reelegerem, por sua vez, cinco blogues que os fazem pensar, escrever uma postagem a nomeá-los e copiar o respectivo selo e publicá-lo na barra lateral dos seus blogues. Simples!



17/04/2007

Sobre rodas... (continuação)


O meu é igual a este:
Para os interessados que leram a postagem anterior:
Novamente numa oficina da concorrência, relatei a ocorrência de ontem ao mecânico... Palpites: pode ser o filtro, blá, blá, blá, a bomba que puxa a gasolina que é cara...

Ao almoço recebo o telefonema a comunicar que é necessário substituir a tal bomba... 195 €... o que somado à quantia já gasta este mês com o carro, perfaz quase 500€!
E tenho alternativa?! É nestas alturas que sinto mesmo vontade de me mudar para uma zona metropolitana bem servida de transportes públicos! E todo o dinheiro que se gasta em combustível, seguros e oficina bem aplicado numa viagem de sonho!!! Do meu sonho, entenda-se, não dos sonhos que nos impingem nas agências de viagens!!!

Para que saibam tenho um humilde Kia Shuma de 99 com pouco mais de 100 000 Km que até agora nunca me deu motivos para me arrepender... Será mesmo conspiração da parte dele?! Provavelmente quer usufruir de alguns dias de férias na oficina... Talvez alguma paixãozita que tem por lá... Vá-se lá entender estas máquinas!!!

16/04/2007

Sobre rodas...

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Será que este tem soluços?!


Há uns anos tive a oportunidade de ver, num qualquer canal de televisão, um documentário sensacionalista de autoria norte-americana sobre a «vida» que, supostamente, os automóveis podem assumir. Exemplificava-se com casos de carros que não obedeciam às orientações concretas dos condutores e, embora eles virassem o volante para a esquerda, o carro teimava ir para a direita provocando o despiste e acidentes!
Sugeria-se, pois, que os carros eram donos de uma vontade própria e que deviam ser sujeitos a atitudes de respeito por parte dos seus donos a fim de os tornar dóceis e obedientes.

Hoje, numa deslocação à Maia para uma reunião, deparei-me com a vontade própria do meu carro que me transportava juntamente com uma colega. A dado passo, na auto-estrada, diminuiu abruptamente de velocidade, entrando num suplício de solavancos, ameaçando a qualquer instante parar!!!

Insisti e, aos soluços, continuei consultando a minha colega sobre a possibilidade de parar na estação de serviço e chamar a assistência em viagem. Mais descontraída ainda do que eu, sugeriu que prosseguisse. Lá fomos andando e soluçando até chegar à entrada da Maia onde tive mesmo que parar. Mesmo assim, retomei a marcha e persisti até estacionar no centro, no parque de estacionamento, onde venho a descobrir mesmo em frente um stand da marca!
Trataram-me de ir buscar o carro e averiguar o problema.

Após a reunião fui ver qual era a situação e, para meu espanto, informam-me que, apesar de todos os testes electrónicos e outros, não haviam detectado qualquer problema.
Impotente, sem poder provar o contrário, regressei após ter recebido aquele olhar tipo «ela-imaginou-tudo», ou «não-percebe-nada-de-carros»... Até que ao chegar às portagens, lá começou ele novamente aos soluços e, entre paragens e risos na IP4, lá chegámos sãs e salvas!

Amanhã vou levá-lo novamente à oficina...

15/04/2007

«Diamante de sangue»

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Não haverá mais nada a dizer sobre este filme...
A mensagem que transmite é incómoda e perturba a nossa rotina que se mantém indiferente aos atentados que por aí grassam aos direitos humanos.

O mundo civilizado, que se mantém à custa de valores tão ocos espelhados nas montras de joalharias, virá certamente a provar do seu próprio veneno e, embora os exemplos já sejam numerosos, continuamos a alimentar o fosso de desenvolvimento entre países que se julgam civilizados e continuam de olhos fechados ao contínuo desrespeito dos direitos humanos.

A par da história de amizade que liga três personagens unidas por um diamante, existe a denúncia de realidades condenáveis: as crianças-soldados usadas numa guerra que não é certamente a delas, o comércio ilegal de diamantes, os campos de refugiados, a luta sem escrúpulos pelo poder.
A densidade do tema é provocatória mais do que o sangue que se derrama frequentemente durante as cenas. Um filme que, obrigatoriamente, nos deixa a pensar nesta «vidinha» que vai indo...

(In)suspeição 2

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atípica e fugaz suspeita de infernos apocalípticos
de seduções cultivadas em teias exponenciais de ímpares certezas e dúvidas
enredam-te em imagens quiméricas de felicidades sonhadas
serpeiam pelos poros de um futuro simbólico
oprimido por promessas diletantes volúveis e errantes
simulas universos de rosas que de espinhos te cobrem
sem pétalas cor de vermelho
exuberantes ritmos do mundo de tons e de sons
porque danças?
recurvas enredas ludibrias
palavras presas nas distintas maiúsculas
de espelho rasgadas
porque dizes?

realizo portanto
porque no entanto
tão só