artificial
esfera assimétrica
de simetrias instáveis
atravessa pontos
equidistantes
e colide com coordenadas
aleatórias
traçadas a giz no pó volátil
do axioma
solto no cais que se estende
sobre o mar
ausente no sorriso rasgado
de uma nuvem
SEM LIMITES, SEM FRONTEIRAS, SEM TEMPO, SEM ESPAÇO, SEM COR, SEM NACIONALIDADE, SEM SEM SEM...
cerebral
esquerdo a sul acidental
direito a norte oriental
hemisférios sem meridiano
cruzam-se na linha curva que une pontos
de partida e de chegada
do princípio de nada ao fim de tudo
numa recta contínua
de um plano imprevisível
de um espaço excessivo
preenchido de vazios tão cheios...

Foto de Nélio Filipe http://olhares.aeiou.pt/

Mário Quintana
E se quiserem treinar e não tiverem a obra à mão (o que é imperdoável) aqui vai um
Recomendo a (re)leitura das estrofes 120 - 134, do Canto III
José Eduardo Moniz "Nunca tomarei decisões apenas porque determinada funcionária é minha mulher. (...) A Manela tem méritos próprios, que não precisam do marido para nada."
José Eduardo Moniz, director-geral da TVI, comentando o regresso de Manuela Moura Guedes aos ecrãs da estação, in "Notícias TV".
Fonte: http://fama.sapo.pt/
Para quem não sabia, fica a saber!
Que más línguas, que coisa!
Fiquei muito mais feliz por ser assim!
Ai que não caibo em mim de contente!

Enquanto milhões de olhares se fixam no quadrado mágico para ver quem primeiro mete a bola na baliza do adversário, ouvi num outro canal de TV, a notícia de que em Portugal nenhuma cidade aderiu à
Dada a singularidade do evento, decidi pesquisar mais alguma informação, visto que não será nada fácil pedalar em tão nu estado e, acima de tudo, causou-me estranheza a ausência desta iniciativa em Portugal, já que, noutras, estamos sempre solícitos a participar. Foto retirada da net, ao acaso (nem todos(as) apreciarão a escolha, paciência...)
Estando nós em crise, seria sempre uma boa alternativa!
Em vez de invejarmos a peça de roupa ou o automóvel da marca, passaríamos a comentar as mamas, mais ou menos descaídas, das mulheres, ou o tamanho do pénis, maior ou menor, dos homens...
Pensando bem, o «sexo» passaria a ser o tema central das conversas diárias e tornar-se-ia tão banal que, ao fim de algum tempo, os conceitos e valores estariam completamente alterados!
As vantagens seriam inúmeras: os atropelamentos seriam reduzidos e menos graves, os combustíveis eram dispensáveis, os benefícios para a saúde seriam evidentes, a poluição diminuiria drasticamente, diminuiriam as desigualdades sociais, aumentaria a natalidade e a paisagem seria francamente mais aprazível.
Bem, não aderimos desta vez mas, aos poucos. lá chegaremos, pois com o actual estado de coisas, o nosso país vai ser o primeiro a dar o exemplo aderindo massivamente!
Pelos gritos de «goooooooolo» que ouvi há pouco, deduzo que Portugal esteja a ganhar... ainda bem que há quem não perca tempo com «iniciativas» destas e aproveite bem o seu tempo!