SEM LIMITES, SEM FRONTEIRAS, SEM TEMPO, SEM ESPAÇO, SEM COR, SEM NACIONALIDADE, SEM SEM SEM...
10/11/2008
enlace
...
E N L A C E oculto que transgride todas as regras
...
desagrega o U N I V E R S O dos sentidos insiginificantes
...
D E S M I S T I F I C A D O S
...
E
...
P E R M I T I D O S
...
Irene Ermida
01/11/2008
Destruir depois de ler

Diria uma paródia da sociedade actual (americana e não só) que oscila entre a ironia e o absurdo quer das relações interpessoais, despojadas de sentimento e fruto de meras circunstâncias, quer da paranóia criada por temores infundados de qualquer potencial trama de espionagem, culminando com o objectivo alcançado por Frances McDormand, na personagem de uma empregada de um ginásio que sonha recuperar a silhueta esbelta de há vinte anos atrás, através de cirurgia plástica.
A sequência de situações, que parecem deslizar entre si e precipitam os acontecimentos, impregnadas de um humor subtil ou de um cómico evidente, permanecem na retina por algum tempo e fazem uma viagem no cérebro proporcionando perspectivas diferentes sobre a banalidade de uma rotina interiorizada.
Sem termos de comparação com outros filmes realizados pelos irmãos Coen, este, provocou-me o riso, o sorriso e a boa disposição, mas também apreensão, pois, na sala de cinema cheia havia meia dúzia de pessoas com estes sintomas! Ora, das duas uma: ou ando a exagerar no riso, ou os outros andam deprimidos!
30/10/2008
Hemisfério(s) 3

colateral
ponto cardeal
da rosa-dos-ventos
.
arco lançado ao vento
num rodopio circular
desenha espirais contínuas
sem fim sem princípio
cruza distâncias e proximidades
em fracções de segundo
que não chega a ser
tempo contado pelos ponteiros
de relógios de cristal sem pêndulo
a medir amplitudes
nem variações
Irene Ermida
Hemisfério(s) 2
29/10/2008
Hemisfério(s) 1
cerebral
esquerdo a sul acidental
direito a norte oriental
hemisférios sem meridiano
cruzam-se na linha curva que une pontos
de partida e de chegada
do princípio de nada ao fim de tudo
numa recta contínua
de um plano imprevisível
de um espaço excessivo
preenchido de vazios tão cheios...
Irene Ermida
28/10/2008
Segmento(s) 3
.
páginas divididas em partes iguais sem rótulos nem verdades adormecidas em veredas singulares percorridas por existências similares e anódinas na permanência agrilhoada num tempo seco e trivial inquantificável e imenso interrompido por um luar dominado pela noite enevoada de ruídos inexplicáveis projectados ostensivamente no delito cometido sem pudor preconizado por entidades feéricas que dançam sob a chuva que atrai gotas minúsculas que se unem numa trajectória de queda no cume de montanhas inatingíveis
Irene Ermida
26/10/2008
Segmento(s) 2

.
recortes e colagens transparentes de vontades presas em celas espelhadas de ouro prateado de portas abertas para a rua de cima que espreita o mar extenso de sal e de azul efémero e habitado de seres minúsculos que volteiam as ondas que perpetuam o ciclo infindável de sonhos derretidos na boca sem idade no limite de um sabor adocicado de mel sem dor à mistura e com olhares cruzados no horizonte que antevê a cumplicidade de gestos e de sentidos
Irene Ermida
Segmento(s) 1
Foto de Nélio Filipe http://olhares.aeiou.pt/desfile de imagens subtis serpenteiam pelo olhar cego a traços nítidos impressos em letras desenhadas com mão firme guiada por um fio de seda envolvente embrenhado em ideias condensadas que chovem na madrugada ventilada e fresca surpreendida pelo sol acordado à pressa e esfrega os olhos ainda dormentes dos sonhos inconsistentes que projectaram raios de luz frágeis e apagados em qualquer rosto embriagado de um sentir imerso num dizer do silêncio
Irene Ermida
25/10/2008
24/10/2008
Registo(s) 3
um registo gravado em rocha metamórfica que se dilui na transparência do vento que sopra a uma velocidade estonteante poupando incólume a escritura bíblica de um qualquer episódio passado decidido na voracidade do tempo medido em segundos sem escala contínua de uma unidade transfigurada em espectros volúveis de sons propagados no universo ínfimo e de luzes extintas no espaço habitado por oceanos de águas salinas inodoras e sem gosto nem odor
Irene Ermida
Registo(s) 2
silhueta derramada na sombra de um tronco imponente inclinado no cima da serra onde o sol descansa nas ínfimas ervas daninhas e não sem sono perturbado ou tranquilo semeado de sonhos diletantes e ingénuos com vaidades ocultas entre as folhas das árvores secas e centenárias que abrigam segredos eternos sem princípio e sem fim numa continuidade impermeável a qualquer contingência temporal ou erupção de vulcões (porque não?) de lava desenhados a preto e branco ausentes de cor e de calor
Irene Ermida
23/10/2008
Registo(s)1
Foto de Ingrid http://olhares.aeiou.pt/
carta redigida em papel de lustro guardado na gaveta das memórias distraídas inclusas e ociosas o branco ressalta no fundo azul turquesa de madrepérolas e jóias obtusas e fora de moda as palavras circuncidadas emergem perenes e alheadas enredadas num qualquer envelope agridoce criado no mofo de qualquer livro lido e esquecido deixado no canto de uma estante arrumada no sótão das quimeras por onde divaga a vontade de ter sido e tornada não ser de um destinatário sem remetente nem morada registada na agenda amarelecida e bolorenta que dança em qualquer pacote sem embrulho desfeito desde o dia em que foi oferecido e esquecido em qualquer caixa postal
Irene Ermida
..........................................
.................existo num gesto.......................
..........................numa gota......................
...............numa nuvem.....................................
num registo.....................................
...................................
15/06/2008
11/06/2008
Sexo e a cidade

Para terminar as minhas férias em beleza, lá fui ver o filme, com as minhas amigas.
O meu cérebro estabeleceu uma subliminar associação com um dos melhores filmes de Woody Allen "A Rosa Púrpura do Cairo", cuja actriz principal, interpretada por Mia Farrow, é surpreendida pelo actor que sai do écrã e a introduz na tela, desenvolvendo um jogo entre fantasia e realidade.
A realidade exposta pelo quarteto inseparável destas mulheres procurando o amor, cada uma à sua maneira, despertou em mim uma sensação de desengano.
A vida, se fosse cinema, seria, sem dúvida, bem melhor, pois, pelo menos, haveria a certeza de que, no fim, tudo acabaria bem.
Hoje, caí na realidade, quando tocou o despertador às 7h30 e me preparei para recomeçar a minha actividade (que se adivinha intensa!).
E lá fui de boleia, já que na «realidade», o meu carro está há uns dias na oficina!
O meu cérebro estabeleceu uma subliminar associação com um dos melhores filmes de Woody Allen "A Rosa Púrpura do Cairo", cuja actriz principal, interpretada por Mia Farrow, é surpreendida pelo actor que sai do écrã e a introduz na tela, desenvolvendo um jogo entre fantasia e realidade.
A realidade exposta pelo quarteto inseparável destas mulheres procurando o amor, cada uma à sua maneira, despertou em mim uma sensação de desengano.
A vida, se fosse cinema, seria, sem dúvida, bem melhor, pois, pelo menos, haveria a certeza de que, no fim, tudo acabaria bem.
Hoje, caí na realidade, quando tocou o despertador às 7h30 e me preparei para recomeçar a minha actividade (que se adivinha intensa!).
E lá fui de boleia, já que na «realidade», o meu carro está há uns dias na oficina!
10/06/2008
Já ninguém se lembra de Camões?
Mário Quintana
E se quiserem treinar e não tiverem a obra à mão (o que é imperdoável) aqui vai um
Recomendo a (re)leitura das estrofes 120 - 134, do Canto III
09/06/2008
(se)mentes
Ora toma lá!
José Eduardo Moniz "Nunca tomarei decisões apenas porque determinada funcionária é minha mulher. (...) A Manela tem méritos próprios, que não precisam do marido para nada."
José Eduardo Moniz, director-geral da TVI, comentando o regresso de Manuela Moura Guedes aos ecrãs da estação, in "Notícias TV".
Fonte: http://fama.sapo.pt/
Para quem não sabia, fica a saber!
Que más línguas, que coisa!
Fiquei muito mais feliz por ser assim!
Ai que não caibo em mim de contente!
Malha caída
Foto: Google (alterada)
Entrelaçava o fio vermelho concentrada nos seus botões. As agulhas dançavam ao ritmo da música. Para trás ficava um pedaço de camisola que nunca iria usar. A textura suave e elástica hipnotizavam os sentidos adormecidos.
Fazia tricô e deixou cair uma malha.
E agora?
Fazia tricô e deixou cair uma malha.
E agora?
Irene Ermida
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