SEM LIMITES, SEM FRONTEIRAS, SEM TEMPO, SEM ESPAÇO, SEM COR, SEM NACIONALIDADE, SEM SEM SEM...
02/07/2009
despertar 3
saio do sono montada
numa estrela cadente
já não é noite nem dia
és tu, sou eu
sem limites de horas
nem de fronteiras
não há cercas nem grades
há uma vontade de te querer.
numa estrela cadente
já não é noite nem dia
és tu, sou eu
sem limites de horas
nem de fronteiras
não há cercas nem grades
há uma vontade de te querer.
Irene Ermida
despertar 2
um beijo que me arrasta
pelos lençóis da ternura
acorda a minha existência
em labaredas galopantes
que me consomem
até deixar o rasto de um sorriso
travesso e penetrante
bom dia, meu amor.
pelos lençóis da ternura
acorda a minha existência
em labaredas galopantes
que me consomem
até deixar o rasto de um sorriso
travesso e penetrante
bom dia, meu amor.
Irene Ermida
01/07/2009
despertar 1
um despertar lento de volúpia
beijos que se entrelaçam
no calor dos corpos e dos lábios
quero-te
livre, como uma águia
que bebe o ar quente
e a água fresca
quero ser a tua nascente.
beijos que se entrelaçam
no calor dos corpos e dos lábios
quero-te
livre, como uma águia
que bebe o ar quente
e a água fresca
quero ser a tua nascente.
Irene Ermida
27/06/2009
«O canto do Marquês»
Escrever, para uns, é uma arte, para outros, apenas uma ferramenta de comunicação imediata. Cada vez há mais escritores, cada vez há menos quem escreva «bem». Por isso, foi com grande satisfação que descobri este blogue http://www.ricardomarques.pt.vc/ !!!
Reparem na idade do autor e digam lá que não é uma maravilha ler «alguém» assim!
20/06/2009
27/05/2009
21/05/2009
Na bruma 3
...
Impregnada de neblinas
absorvo a humidade quente
que paira na minha madrugada
de acordares sem sal
na tranquilidade dos mares
devoro as nuvens
na liberdade de quem sou
em cada momento
aspiro o orvalho
e reclamo luz na sombra
de quem sorri.
Impregnada de neblinas
absorvo a humidade quente
que paira na minha madrugada
de acordares sem sal
na tranquilidade dos mares
devoro as nuvens
na liberdade de quem sou
em cada momento
aspiro o orvalho
e reclamo luz na sombra
de quem sorri.
Irene Ermida
08/05/2009
Na bruma 2
...
Antevejo formas lunares
de um eclipse sideral
numa órbita imaginária
de sentidos e odores
Não distingo o volume
atreito a rumos e,
numa trajectória repentina,
afasto a neblina
que me inflama a retina
numa percepção clara
da unidade absoluta.
Vocalizo a tua presença
num efémero murmúrio
da voz do silêncio.
Antevejo formas lunares
de um eclipse sideral
numa órbita imaginária
de sentidos e odores
Não distingo o volume
atreito a rumos e,
numa trajectória repentina,
afasto a neblina
que me inflama a retina
numa percepção clara
da unidade absoluta.
Vocalizo a tua presença
num efémero murmúrio
da voz do silêncio.
Irene Ermida
06/05/2009
Na bruma 1

Obrigada TCA pela ilustração deste poema.
abraço a bruma
de uma aurora que tarda
nos lábios de quem não diz
nada nem ninguém
numa espera silenciosa
respiro o futuro
com a incerta certeza
do amanhã adiado,
que virá envolvido
na ténue imagem de ti.
Irene Ermida
26/04/2009
Una palabra, Carlos Varela
Una palabra no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
igual que el viento que esconde el agua
como las flores que esconde el lodo.
Una mirada no dice nada
y al mismo tiempo lo dice todo
como la lluvia sobre tu cara
o el viejo mapa de algun tesoro.
Una verdad no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
como una hoguera que no se apaga
como una piedra que nace polvo.
Si un dia me faltas no sere nada
y al mismo tiempo lo sere todo
porque en tus ojos estan mis alas
y esta la orilla donde me ahogo,
porque en tus ojos estan mis alas
y esta la orilla donde me ahogo
20/04/2009
Imprevisto(s) 3
ferida no traço de um corpo
que se adivinha no meu olhar
inerte permaneço
no seio de línguas frenéticas
tão cheias de vazios
que secamente se dilatam
em manifestos sibilinos
respiram lufadas bafientas
que não me embriagam
dessa luz anímica
e num suspiro de ironia
recolho a suavidade
de cores e sons
que se adivinha no meu olhar
inerte permaneço
no seio de línguas frenéticas
tão cheias de vazios
que secamente se dilatam
em manifestos sibilinos
respiram lufadas bafientas
que não me embriagam
dessa luz anímica
e num suspiro de ironia
recolho a suavidade
de cores e sons
Irene Ermida
21/03/2009
Imprevisto(s) 2
oculto-me na linha de um sorriso
que insistente desabrocha nos meus lábios
de cores desmaiadas pelo espelho
que nada me diz
no silêncio áureo
da catedral de sonhos barrocos
dos meus gestos maquinais
surge um esboço do mundo
incandescente e fugaz
e num apetite de palavras
cruzo promessas laminadas
por um rio azul
que insistente desabrocha nos meus lábios
de cores desmaiadas pelo espelho
que nada me diz
no silêncio áureo
da catedral de sonhos barrocos
dos meus gestos maquinais
surge um esboço do mundo
incandescente e fugaz
e num apetite de palavras
cruzo promessas laminadas
por um rio azul
Irene Ermida
05/03/2009
Imprevisto(s) 1
estranho-me no véu de minúsculas
que em vão cobre o meu nome
não me sinto ali no papel
nem me vejo mulher
na translúcida passagem
por lugares distantes das minhas mãos
dos meus olhares vazios
nasce a vontade de encher o mar
de estrelas e de cavalos
num galope desenfreado
retenho uma imagem opaca
da ínfima realidade que sou
Irene Ermida
23/02/2009
13/02/2009
11/02/2009
09/02/2009
26/01/2009
Deixei atrás os erros do que fui
Deixei atrás os erros do que fui,
Deixei atrás os erros do que quis
E que não pude haver porque a hora flui
E ninguém é exacto nem feliz.
Tudo isso como o lixo da viagem
Deixei nas circunstâncias do caminho,
No episódio que fui e na paragem,
No desvio que foi cada vizinho.
Deixei tudo isso, como quem se tapa
Por viajar com uma capa sua,
E a certa altura se desfaz da capa
E atira com a capa para a rua.
Poesias Inéditas (1930-1935)
Deixei atrás os erros do que quis
E que não pude haver porque a hora flui
E ninguém é exacto nem feliz.
Tudo isso como o lixo da viagem
Deixei nas circunstâncias do caminho,
No episódio que fui e na paragem,
No desvio que foi cada vizinho.
Deixei tudo isso, como quem se tapa
Por viajar com uma capa sua,
E a certa altura se desfaz da capa
E atira com a capa para a rua.
Poesias Inéditas (1930-1935)
Fernando Pessoa
As palavras de Pessoa impressionam pela simplicidade com que exprime a vida!
09/01/2009
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