um relógio que não marca o tempo esquecido entre milhares de sombras indistintas como se um arco-íris gritasse de dor entre os ramos entrelaçados de uma qualquer árvore erguida no fundo de uma avenida deserta de gente e de palavras enquanto o mundo gira e se descobrem novas galáxias para onde voam pensamentos e desejos inoportunos clandestinos pérfidos que não engolem mentiras nem verdades porque a verdadeira razão não existe nem o universo nem o rosto que surge nos meus olhos.
SEM LIMITES, SEM FRONTEIRAS, SEM TEMPO, SEM ESPAÇO, SEM COR, SEM NACIONALIDADE, SEM SEM SEM...
18/10/2010
V
apago as luzes e cerro as janelas numa escuridão cega e muda em que se funde um azul etéreo e o silêncio degolado por soluços e lágrimas diz que já é tarde para lamentações e queixumes de nada vale atrasar o passo perante a voracidade das emoções que agonizam de tanto ardor mas vem a chuva e a lua anoitece tão determinada que parece uma criança adormecida num canto de uma rua qualquer só porque tem sono e não precisa de mais nada nem ninguém se importa com ela assim indefesa mas livre.
11/10/2010
Edgar Morin : "Les crises génèrent des forces créatrices"
.
«Toute crise porte en elle un risque et une chance, affirme le sociologue et philosophe. Le risque, vraisemblable, de voir le marasme s’amplifier. La chance, peut-être, de nous réinventer pour construire un avenir meilleur. Son nouveau livre, La Voie, est une invitation à réveiller l’espoir, la fraternité, l’amour.»
«Toute crise porte en elle un risque et une chance, affirme le sociologue et philosophe. Le risque, vraisemblable, de voir le marasme s’amplifier. La chance, peut-être, de nous réinventer pour construire un avenir meilleur. Son nouveau livre, La Voie, est une invitation à réveiller l’espoir, la fraternité, l’amour.»
http://www.psychologies.com/Planete/Societe/Articles-et-Dossiers/5-raisons-de-croire-en-l-avenir/Edgar-Morin-Les-crises-generent-des-forces-creatrices
...
(«As crises geram forças criativas»
Qualquer crise comporta em si um risco e uma oportunidade... O risco, verosímil, de ver o marasmo ampliar-se. A oportunidade, talvez, de nos reinventarmos para construir um futuro melhor.)
...
(«As crises geram forças criativas»
Qualquer crise comporta em si um risco e uma oportunidade... O risco, verosímil, de ver o marasmo ampliar-se. A oportunidade, talvez, de nos reinventarmos para construir um futuro melhor.)
10/10/2010
IV
sem ponto de referência e numa espécie de espiral absorvo cheiros que me elevam num rodopio em que me enrosco e de onde não quero sair num vácuo deformado pela límpida tensão de cavidades impossíveis impressas em cada ruga de um rosto incompreensível em cada instante em cada nervura mordo a luz que me há-de perder sobre folhas de outono que perdem a dimensão de tão irreais que são amontoadas numa caverna tortuosa de desejos sem proporção porque não mensuráveis por homens nem deuses como nos tempos do nada.
Irene Ermida
III
todos os dias sai o barco à deriva sem porto sem capitão rumo a destinos inconfundíveis de recordações que já não são nem nunca foram e procura a realidade que não é nem nunca foi crepitando surdamente entre paredes invisíveis imersas em águas repetidas de traços e de margens que não são nem nunca foram porque os significados únicos alastram em todas as direcções e não há força nem poder que as contenha e na separação de possibilidades insuportáveis não há nada que se mantenha eterno e o infinito é ilusão de quem espera a insignificância de pormenores.
Irene Ermida
II
são linhas e formas cozidas à força de paladares isolados num desprendimento da alma que não existe mas permanece num universal conceito de movimentos indispensáveis à vida que se eleva num salto e nos puxa para dentro de nós e fica lá ancorada no fundo do pensamento e desperta a dúvida demorada em contraposições e suposições remotas dando sinal inequívoco às gerações que afinal tudo é circular e contínuo e somos apenas prolongamento uns dos outros e deitados quietos e encolhidos crescemos na noite e no dia ao som da harpa mais milenar de todas as harpas sem nomes mudos e anónimos.
Irene Ermida
I
arranco a página em branco e dobro-a em mil partes até desaparecer esse vazio de palavras e de silêncios que falam até doer os ossos num ímpeto controlado de gestos e de sensações que perduram na milésima porção de sonhos de tremores de ventos esquecidos porém surpreendentes e violentos que arrasam montanhas e planícies longínquos de tão longe e de tão perto que se vêem e sentem nas pontas dos dedos estendidos até à lua que ofusca olhares e dizimam a inocência de um lençol branco ou preto macio de pérolas e de sedas de sentidos perdidos estáticos manchados de gotas de suor e de amores passados e futuros.
Irene Ermida
05/10/2010
The Meaning Of Life
Como a vida pode ser tão simples... e fazer sentido...
The Meaning Of Life Eng Ita Esp Por Cartoon. Santé Et Beauté Pour Tous - Vido1 - Your Best Videos
The Meaning Of Life Eng Ita Esp Por Cartoon. Santé Et Beauté Pour Tous - Vido1 - Your Best Videos
21/09/2010
14/09/2010
13/09/2010
12/09/2010
11/09/2010
Les Femmes hérétiques
http://www.winkler-noah.it/wn/index.php?/project/les-femmes-heretiques/
«LES FEMMES HÉRÉTIQUES / Awards: IPA Los Angeles, LICC London Intl. Creative Competition
Recently, a group of archeologists in Israel found a mural representing Jesus as a woman, with a crown of flowers, pearls around her neck and red painted lips. It could be the not only symbolical confirmation, of God feminine nature, as in the past many heretics declared (among them Wilhelmina the Bohemian). The hypothesis is fascinating and, if true, would change immediately the bone structure of the contemporary society, frozen in a hard to kill paternalism. Our "femmes", not at all aiming to be divine, represent all sacrifices and suffering that women had to bear along history, and that allowed them to evolve into the so called “women century” - the nineteen hundreds -, and which we should never forget and always keep mind as far as conquests and emancipation.
Exhibited in Milan (2010).»
07/09/2010
Porque há tempos me disseram que sou transparente...
http://pnl-portugal.blogspot.com/2010/09/ser-transparente.html
http://pnl-portugal.blogspot.com/2010/09/ser-transparente.html
Não há sentido nos sentidos que sou
mas sinto, mesmo assim,
no vento que me agita o pensamento
e no fogo que me devora...
distante de mundos efémeros
percorro labirintos perdidos
no mar de estrelas que já não são
e tropeço nas conchas de seda
e ergo-me do meio das algas
e deito-me em ondas de veludo...
para me encontrar em ti
Irene Ermida
Irene Ermida
30/08/2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)



