SEM LIMITES, SEM FRONTEIRAS, SEM TEMPO, SEM ESPAÇO, SEM COR, SEM NACIONALIDADE, SEM SEM SEM...
11/12/2010
10/12/2010
«O amor fino não busca causa nem fruto. Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: e amor fino não há-de ter porquê nem para quê. Se amo, porque me amam, é obrigação, faço o que devo: se amo, para que me amem, é negociação, busco o que desejo. Pois como há-de amar o amor para ser fino? Amo, quia amo; amo, ut amem: amo, porque amo, e amo para amar. Quem ama porque o amam é agradecido. quem ama, para que o amem, é interesseiro: quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, só esse é fino.»
Padre António Vieira
09/12/2010
«Difícil não é lutar por aquilo que se quer e sim desistir daquilo que mais se ama; eu desisti mas não pense que foi por não ter coragem de lutar e sim por não ter mais condições de sofrer.»
Bob Marley
E acrescento: não dormimos com a consciência dos outros, mas com a nossa!
«Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais certo para vencer é tentar mais uma vez.»
Thomas Edison
E acrescento: afinal quem terá razão?!
«Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais certo para vencer é tentar mais uma vez.»
Thomas Edison
E acrescento: afinal quem terá razão?!
08/12/2010
X
sentia-se um ponto distante no camarote de um navio que cruzava os oceanos num rodopio contínuo diferia da maioria e não encaixava em padrões comummente aceites na tela de fingimentos por onde desfilavam figuras acomodadas ao bom senso e tacticamente colocados no tabuleiro de um xadrez sem regras observava no cimo do mastro marinheiros sem rumo convencidos de que moviam o mundo como uma alavanca move a pedra que esmaga a espontaneidade do sentir e do pensar sem análises saturadas de raciocínios lógicos e sim estava sozinha na imensidão de um universo que não lhe dizia respeito porque nascera fora de época não sentia orgulho nem a originalidade que lhe apontavam nem sentia somente.
Irene Ermida
Aconselho a leitura integral!
http://www.facebook.com/notes/pedro-chagas-freitas/es-um-nojo-de-um-vaidoso-sabias/468414831748
ÉS UM NOJO DE UM VAIDOSO, SABIAS?
por PEDRO CHAGAS FREITAS
«(...)Isto é um país de mariconços. De famílias de fachada, de casamentos de fachada, de bondades e misericórdias e solidariedades de fachada. Isto é um país de fachada e de fachos. Isto é um país de mariconços como isto é um mundo de mariconços. Um mundo onde o capital passou a ser capital, onde a pessoa passou a ser estatística, onde o dinheiro passou a ser lei, onde se está em crise porque meia dúzia de mariconços, invejosos como todos os mariconços, dominam todos os outros mariconços do mundo. E poderia escrever muito e muito mais sobre esta nojice dos mariconços e de tudo o que isso representa. Mas, infelizmente, tenho de parar por aqui. Hoje é a festa de anos da minha afilhada. E eu ainda tenho de ir comprar um fato novo, uns óculos de sol e um creme autobronzeador. Tchau aí.»
http://www.facebook.com/notes/pedro-chagas-freitas/es-um-nojo-de-um-vaidoso-sabias/468414831748
Samsara
Não vi, mas não vou descansar enquanto não vir este filme !!!
Mais acerca do termo «Samsara»: http://pt.wikipedia.org/wiki/Samsara
A vida é feita de ciclos: é preciso morrer para renascer!
IX
voltava a acreditar que um dia não são dias e que devia acelerar a fundo na próxima passagem de nível mesmo correndo o risco de ser estilhaçada por um comboio de palavras e de gestos inúteis mas porém e apesar de travou a fundo no sinal sonoro emitido por uma consciência asceta que insistia em levá-la pelos trilhos da loucura que mais não era o medo de se fraccionar em páginas de mais um capítulo de um livro que nunca terá escrito sem linhas nem traços nítidos numa simbologia de alquimias emblemática de ser o que não foi ou o que poderia ter sido.
Irene Ermida
05/12/2010
VIII
avança a passos esforçados e lentos como se ao coração tivesse acorrentada uma bola gigante que impede a circulação do sangue de vermelho já desbotado pelo uso diário de sabão na esperança de limpar memórias insolúveis e boas e más que habitam nos cantos para onde varreu os desejos e as histórias que a tornam vazia da certeza absoluta de verdades e de mentiras indecifráveis pintadas num mural de manchas indistinguíveis e de linhas cruzadas e paralelas entre risos e sorrisos e na ausência de lágrimas que se evaporaram nas nuvens e chovem no mar.
Irene Ermida
02/12/2010
Algemada
«O pior cárcere não é o que aprisiona o corpo, mas o que asfixia a mente e algema a emoção.»
Augusto Cury in Os Segredos do Pai-Nosso, A Solidão de Deus
Desenho de Amadeu Brigas
abotoo o sonho e penduro-o num qualquer armário
perdido na imensidão de peças usadas e gastas
sem fechadura
sem abertura
esquecido entre memórias que foram
e outras que não chegaram a ser
como se arruma a vontade de beijar?
como se rasgam as palavras por dizer?
uma lágrima que não corre, espera o momento que já passou
e secou...
arrumo o grito abafado
num cabide ao lado do sonho
sem abertura
sem fechadura!
Irene Ermida
30/11/2010
20/11/2010
11/11/2010
VII
a mão desliza na revolta dos cabelos negros e pára no vazio do olhar distante sublime pérola da indiferença camuflada de verdades escondidas nas pregas da pele que acusam desgostos tingidos de gemidos não ditos e fortunas que o destino lhe ofereceu para amenizar as calosidades da vida que mais não fizeram que fortalecer a vontade e engrandecer os sonhos desviados do percurso traçado e nunca percorrido porque ao lado estavam outros (des)caminhos mais vivos e empolgantes tornados realidades inadiáveis e urgentes na esperança de alterar rotas vincadas nas cartas que nunca saíram das mãos de uma cartomante conhecida nos arredores de uma cidade imaginária e que levaram os mistérios para o centro da terra de onde nunca mais voltaram.
Irene Ermida
02/11/2010
25/10/2010
Inversão de percurso
«Sim, seria fascinante envelhecer ao teu lado. Mas, ainda assim, prefiro rejuvenescer ao lado de outra.»
Pedro Chagas Freitas
O que era, deixou de ser, se é que alguma vez o foi. Tudo estava em causa agora. Olhava-a mas já não via o brilho nem a graciosidade de outrora. Acordava a seu lado diariamente há anos e, de um momento para o outro, não encontrava nenhuma razão para isso. Sentia-se vazio. Faltava alguma coisa.
No seu grupo de amigos, ouvira falar da rotina e do desgaste das relações, do tédio e do desmazelo, da falta de amor e de paixão... mas sempre pensou que isso lhe passava ao lado. Eram banalidades. Estava bem com a família que tinha. Tudo estava no lugar certo. Não havia problemas, nem discussões. Tudo se passava segundo a ordem natural das coisas. Tinham os seus dias piores mas tudo passava.
E agora... de repente, sentia-se oco de sensações e sentia falta. De quê? De tudo! E não sabia como lidar com isso. Eram sensações e anseios contraditórios que o punham mal-disposto, resmungão, impaciente. É verdade que havia falta de atenção e afecto mútuo, mas compreendia as razões, pois, não só os filhos, mas também agora os pais de ambos, exigiam tempo e disponibilidade.
Queria falar-lhe de si, dos seus anseios e ansiedades, dos seus objectivos e frustrações... mas como? Não era só a falta de tempo, mas antes a barreira que se interpôs entre eles. Nada tinham a dizer um ao outro. Era como se o muro de Berlim tivesse mudado de sítio... via o que se passava do outro lado da fronteira, mas não podia agir.
Não, não queria pensar e esforçava-se por acreditar que tudo estava bem, porém, a inquietação aumentava de dia para dia. Tentou surpreendê-la de várias maneiras para se convencer a ele próprio de que era preciso fazer alguma coisa. Mas cada gesto ou acção distanciava-o cada vez mais de si próprio. Já não sabia quem era. Sim, era um actor a desempenhar o seu papel na perfeição.
Adormecia na expectativa de acordar no dia seguinte num cenário diferente. (...)
24/10/2010
O Verdadeiro Gesto de Amor
«Aquilo que de verdadeiramente significativo podemos dar a alguém é o que nunca demos a outra pessoa, porque nasceu e se inventou por obra do afecto. O gesto mais amoroso deixa de o ser se, mesmo bem sentido, representa a repetição de incontáveis gestos anteriores numa situação semelhante. O amor é a invenção de tudo, uma originalidade inesgotável. Fundamentalmente, uma inocência. »
Fernando Namora, in 'Jornal sem Data'
Fonte: www.citador.pt
20/10/2010
18/10/2010
VI
um relógio que não marca o tempo esquecido entre milhares de sombras indistintas como se um arco-íris gritasse de dor entre os ramos entrelaçados de uma qualquer árvore erguida no fundo de uma avenida deserta de gente e de palavras enquanto o mundo gira e se descobrem novas galáxias para onde voam pensamentos e desejos inoportunos clandestinos pérfidos que não engolem mentiras nem verdades porque a verdadeira razão não existe nem o universo nem o rosto que surge nos meus olhos.
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