SEM LIMITES, SEM FRONTEIRAS, SEM TEMPO, SEM ESPAÇO, SEM COR, SEM NACIONALIDADE, SEM SEM SEM...
A SIC quis o primeiro ministro porque isso lhes rendeu audiência.Ou seja, não fez favor nenhum.O Eng.º Sócrates, em termos globais, é um bom 1º ministro. Muito melhor, por exemplo, do que a meia dúzia que o precedeu.É um homem que toma decisões.Que reduziu o défice.Que, apesar dessa redução, ainda conseguiu um crescimento de 1,9% em 2007.Que aumentou a eficácia fiscal.Que segurou o desemprego numa taxa razoável (recordo que em Espanha, para fazer um percurso idêntico, chegaram aos 18% de desemprego, e agora estão sem défice e ainda sobram 2%).Algumas reformas, no entanto, não estão a correr bem (saúde, ensino, administração pública e justiça).Mas com o contra-vapor que existe por parte dos funcionários públicos em TODOS estes sistemas, como é que poderia correr bem?Foram cometidos alguns erros, é certo. Mas se o governo os não cometesse, a reacção seria a mesma.E por uma razão muito simples: o povo português é conservador, não gosta da mudança (os outros é que estão mal, que mudem eles...).Beijinhos.
a nilsona nilsonObrigada pelo teu comentário que me oferece a oportunidade de partilhar algumas ideias:Reconheço as qualidades do primeiro-ministro como político. Não o comparo a anteriores, pois, arriscava-me a ter que usar referências que deixaram marcas na nossa história pouco recomendáveis.É, com efeito, um óptimo comunicador e um decisor em termos de acção política. Não me arrisco a comentar a redução do défice nem a eficácia fiscal... não por não ter ideia formada, mas porque entendo que nem sempre os meios justificam os fins e isso daria pano para mangas.As reformas são importantes para o desenvolvimento, sem dúvida, num país que se habituou a viver acima das suas posses durante décadas.Mas reformas implementadas à pressa e contra toda a lógica do bom senso, só porque sim... porque quer, pode e manda... terá os seus custos a médio prazo.Uma das qualidades de um bom líder é convencer os seus colaboradores a tomar parte na mudança, tendo em vista um objectivo claro que irá beneficiar toda a gente. Neste momento, andamos todos à deriva... não sabemos para onde vamos nem vemos vantagens (admito que existem)nestas reformas mal explicadas e, por isso, mal implementadas. Justiça, saúde, educação e administração pública não serão os sectores essenciais num país? Para além disso, o que há? Tenho saudades dos debates televisivos dos anos 70-80... do debate de ideias apaixonante entre políticos que esgrimiam entre si conteúdos ideológicos! A economia estava de rastos... mas as pessoas estavam vivas!Hoje apenas interessam os números! Cada um de nós é uma ínfima parte de milhões... Mas tudo isto em nome de quê? Somos hoje mais felizes?Somos um povo conservador e que não aprecia mudanças. Não será mais um preconceito que nos tem servido para desculparmos a nossa indiferença? Porque temos esta tendência para nos menosprezarmos e acharmos que os outros são melhores do que nós?
Prefere o Santana? O Barroso?
sem duvida que existem por aí muitos espelhos que só servem para serem "atravessados" porque se reflectissem certas coisas tinham os dias contados!o que publiquei sobre os 3 anos de mandato não tinha nada a ver com estes 50 minutos mas sim com uma entrevista em plena rua que os repórteres da TVI fizeram ao PM
a quintanilhaprefiro ideologias e convicções personificadas por pessoas de mente aberta, verticais e frontais, mas suficientemente coerentes e sensatas e que não ficam obcecadas pelo poder absoluto... acredito em ideais, ou melhor, em ideias substantivas que se concretizem em boas práticas e ajudem as pessoas a crescer efectivamente e não as encarem como meros dados estatísticos...não me convencem propagandas construídas à força de argumentos ocos que pretendem induzir realidades fantásticas...os homens passam pela história, mas a história continua.
a vicioFica registado o teu esclarecimento. Obrigada
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6 comentários:
A SIC quis o primeiro ministro porque isso lhes rendeu audiência.
Ou seja, não fez favor nenhum.
O Eng.º Sócrates, em termos globais, é um bom 1º ministro. Muito melhor, por exemplo, do que a meia dúzia que o precedeu.
É um homem que toma decisões.
Que reduziu o défice.
Que, apesar dessa redução, ainda conseguiu um crescimento de 1,9% em 2007.
Que aumentou a eficácia fiscal.
Que segurou o desemprego numa taxa razoável (recordo que em Espanha, para fazer um percurso idêntico, chegaram aos 18% de desemprego, e agora estão sem défice e ainda sobram 2%).
Algumas reformas, no entanto, não estão a correr bem (saúde, ensino, administração pública e justiça).
Mas com o contra-vapor que existe por parte dos funcionários públicos em TODOS estes sistemas, como é que poderia correr bem?
Foram cometidos alguns erros, é certo. Mas se o governo os não cometesse, a reacção seria a mesma.
E por uma razão muito simples: o povo português é conservador, não gosta da mudança (os outros é que estão mal, que mudem eles...).
Beijinhos.
a nilson
a nilson
Obrigada pelo teu comentário que me oferece a oportunidade de partilhar algumas ideias:
Reconheço as qualidades do primeiro-ministro como político. Não o comparo a anteriores, pois, arriscava-me a ter que usar referências que deixaram marcas na nossa história pouco recomendáveis.
É, com efeito, um óptimo comunicador e um decisor em termos de acção política.
Não me arrisco a comentar a redução do défice nem a eficácia fiscal... não por não ter ideia formada, mas porque entendo que nem sempre os meios justificam os fins e isso daria pano para mangas.
As reformas são importantes para o desenvolvimento, sem dúvida, num país que se habituou a viver acima das suas posses durante décadas.
Mas reformas implementadas à pressa e contra toda a lógica do bom senso, só porque sim... porque quer, pode e manda... terá os seus custos a médio prazo.
Uma das qualidades de um bom líder é convencer os seus colaboradores a tomar parte na mudança, tendo em vista um objectivo claro que irá beneficiar toda a gente.
Neste momento, andamos todos à deriva... não sabemos para onde vamos nem vemos vantagens (admito que existem)nestas reformas mal explicadas e, por isso, mal implementadas.
Justiça, saúde, educação e administração pública não serão os sectores essenciais num país? Para além disso, o que há?
Tenho saudades dos debates televisivos dos anos 70-80... do debate de ideias apaixonante entre políticos que esgrimiam entre si conteúdos ideológicos! A economia estava de rastos... mas as pessoas estavam vivas!
Hoje apenas interessam os números! Cada um de nós é uma ínfima parte de milhões...
Mas tudo isto em nome de quê?
Somos hoje mais felizes?
Somos um povo conservador e que não aprecia mudanças. Não será mais um preconceito que nos tem servido para desculparmos a nossa indiferença? Porque temos esta tendência para nos menosprezarmos e acharmos que os outros são melhores do que nós?
Prefere o Santana? O Barroso?
sem duvida que existem por aí muitos espelhos que só servem para serem "atravessados" porque se reflectissem certas coisas tinham os dias contados!
o que publiquei sobre os 3 anos de mandato não tinha nada a ver com estes 50 minutos mas sim com uma entrevista em plena rua que os repórteres da TVI fizeram ao PM
a quintanilha
prefiro ideologias e convicções personificadas por pessoas de mente aberta, verticais e frontais, mas suficientemente coerentes e sensatas e que não ficam obcecadas pelo poder absoluto...
acredito em ideais, ou melhor, em ideias substantivas que se concretizem em boas práticas e ajudem as pessoas a crescer efectivamente e não as encarem como meros dados estatísticos...
não me convencem propagandas construídas à força de argumentos ocos que pretendem induzir realidades fantásticas...
os homens passam pela história, mas a história continua.
a vicio
Fica registado o teu esclarecimento. Obrigada
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