07/09/2010





Não há sentido nos sentidos que sou
mas sinto, mesmo assim,
no vento que me agita o pensamento
e no fogo que me devora...

distante de mundos efémeros
percorro labirintos perdidos
no mar de estrelas que já não são
e tropeço nas conchas de seda
e ergo-me do meio das algas
e deito-me em ondas de veludo...
para me encontrar em ti


Irene Ermida

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